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Perdão, Leonard Peacock

Perdão, Leonard PeacockÉ difícil descrever a sensação de que um livro nos dá duas ideias de tal forma contraditórias a seu próprio respeito que, no final, não sei explicar exatamente o que achei dele. Vou tentar o melhor possível aqui, mas Perdão, Leonard Peacock está sendo algo difícil de resenhar.

Não costumo esconder que me atraem, por motivos que só Deus sabe, histórias cujos protagonistas sejam jovem perturbados ou esquisitões. Talvez seja por isso que gostei tanto de ler O condado de Citrus (John Brandon) e Se alguma vez… (Meg Rosoff), ambos do começo do ano com os quais tive contato lá no trabalho. Então, quando Meu Amor™ se interessou por este romance, e o comprei pra ela como parte de um presente de Dia dos Namorados, logo resolvi que depois eu daria uma olhada também.

A premissa me atraiu: Leonard Peacock está comemorando seu aniversário de dezoito anos com uma atitude singular. Ele entregará presentes a quatro pessoas que significam muito em sua vida e, com um revólver herdado de seu avô no tempo da Segunda Guerra, matará o seu ex-melhor amigo e colocará fim a própria vida. Parece pesado, e é algo que não se vê todos os dias; como esta história poderia se desenrolar era o que me deixava curioso e animado para a leitura. (mais…)

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O mundo do exterminador

19357140Como provavelmente fica palpável na minha resenha de Ender’s Shadow, eu gosto bastante de O jogo do exterminador (aka. Ender’s Game)Fiquei contente, apesar de temeroso, quando soube, em meados do ano passado, que o livro já estava em estágios avançados de adaptação para o cinema e que em breve, apenas alguns meses depois de finda a minha leitura, eu poderia assisti-lo. Eu assisti e gostei bastante, mas isso não vem ao caso de agora. Estava com medo de acabar sendo um fiasco e, apesar de o filme não ter sido sucesso de bilheteria, achei uma adaptação bem feita.

Na onda do filme vindouro, surgiu a ideia deste livro do qual falo agora. O mundo do externimador: Novas perspectivas sobre o clássico da ficção científica O jogo do exterminador, coletânea de ensaios organizada pelo próprio Orson Scott Card, é justamente isso que se propõe no título: temos várias perspectivas de profissionais de diferentes áreas sobre o seu contato e a sua visão a respeito de Ender’s Game, muitas vezes o analisando segundo a sua perspectiva profissional. Desde escritores de ficção científica, passando por professores de ensino médio, até mesmo profissionais renomados da área militar, tem o que dizer a respeito do livro, e o fazem de maneira sem muitos rodeios e de fácil compreensão neste livro, traduzido e lançado aqui pela Intrínseca, no final de 2013. (mais…)

Extraordinário

capa-extraordinario_frenteExtraordinário é, bem, extraordinário.

Parecia um livro bonitinho na livraria. Como faz mais que eu com os livros bonitinhos, a Cláudia quis comprar e aí acabou levando e lendo há um tempo atrás. Falou que é lindo; fui ler; e adorei a experiência que esse livro me deu. É uma história de superação e crescimento, bem apropriado para as idades e estados dos personagens envolvidos, e a leitura foi fluida de modo que terminei em dois dias com apenas algumas horinhas de leitura.

August Pullman nasceu com um punhado de anomalias genéticas que, somando-se, causaram uma síndrome raríssima que torna o seu rosto algo não muito normal – ou bonito – de se ver. Ele é descrito uma ou duas vezes durante a narrativa, e dá para se ter uma ideia. Teve que lidar com o olhar de nojo (e, muitas vezes, medo), de crianças e adultos, jovens e velhos. Alguns tem medo de tocar nele, outros, já antecipados com o que devem ver, só hesitam momentaneamente. August (“Auggie”, para os íntimos) percebe, mas finge não perceber. Já está acostumado. (mais…)