Mês: fevereiro 2014

O mundo do exterminador

19357140Como provavelmente fica palpável na minha resenha de Ender’s Shadow, eu gosto bastante de O jogo do exterminador (aka. Ender’s Game)Fiquei contente, apesar de temeroso, quando soube, em meados do ano passado, que o livro já estava em estágios avançados de adaptação para o cinema e que em breve, apenas alguns meses depois de finda a minha leitura, eu poderia assisti-lo. Eu assisti e gostei bastante, mas isso não vem ao caso de agora. Estava com medo de acabar sendo um fiasco e, apesar de o filme não ter sido sucesso de bilheteria, achei uma adaptação bem feita.

Na onda do filme vindouro, surgiu a ideia deste livro do qual falo agora. O mundo do externimador: Novas perspectivas sobre o clássico da ficção científica O jogo do exterminador, coletânea de ensaios organizada pelo próprio Orson Scott Card, é justamente isso que se propõe no título: temos várias perspectivas de profissionais de diferentes áreas sobre o seu contato e a sua visão a respeito de Ender’s Game, muitas vezes o analisando segundo a sua perspectiva profissional. Desde escritores de ficção científica, passando por professores de ensino médio, até mesmo profissionais renomados da área militar, tem o que dizer a respeito do livro, e o fazem de maneira sem muitos rodeios e de fácil compreensão neste livro, traduzido e lançado aqui pela Intrínseca, no final de 2013. (mais…)

Michael Kohlhaas

Michael Kohlhaas 2 SAIDA CURVASUma leitura algo difícil, Michael Kohlhaas compensa pela seu enredo significativo e interpretações possíveis de uma boa apresentação. A tradução feita por Marcelo Backes para a Civilização Brasileira, nesta edição lançada no começo do ano para a coleção Fanfarrões, libertinas & e outros heróis, organizada por aquele, é completa e contamos com um instrutivo glossário, linha temporal do autor e posfácio que compõem as últimas quarenta páginas do volume.

Não é à toa que Franz Kafka considerou o protagonista homônimo da novela o seu parente consanguíneo – a própria história de Joseph K., contada pelo autor mais de um século depois, é reminiscente dos abusos e humilhações sofridas por Michael Kohlhaas no livro. (mais…)

Ender’s Shadow

502601Quando terminei Ender’s Game no segundo semestre do ano passado, uma rápida pesquisa (que eu sempre faço depois de terminar minhas leituras) me contou que eu tinha dois caminhos possíveis a seguir: eu poderia ler na ordem de lançamento e provavelmente a ordem preferida pelo autor, continuando minha leitura com Speaker for the Dead, Xenocide e Children of the Mind; ou eu poderia seguir uma espécie de “ordem cronológica” do universo e continuar com a série Shadow.

O primeiro volume seria Ender’s Shadow. Não li nenhum dos dois até que um dia apareceu em uma promoção do Submarino e o box dos quatro volumes da série Shadow estava substancialmente mais barato que o box do quarteto principal da série de Ender. Então, mais do que uma sequência decidida pelas minhas próprias ideias, fui compelido por uma questão material.

Antes que possíveis puristas me agridam: eu não me arrependo. (mais…)

O Mágico de Oz

17616090Mais um da coleção de clássicos em bolso de luxo da Zahar e, como Peter Pan, que li na semana passada, a edição é linda de morrer. Capa dura (e com uma ilustração muito bonita; digo, olha só, a pose da Dorothy me faz rir), bem impressa e, dessa vez, com ilustrações e uma curta introdução sobre a vida do autor e motivação por trás da obra em um prefácio de algumas páginas. Tudo bem cuidado, e me convenceu a quem sabe vir a fazer a coleção completa. Ainda estou tomando coragem para também adquirir O conde de Monte Cristo, que é bem longo e, por esse motivo, bem salgado na questão do preço. Quem sabe um dia?

O Mágico de Oz me era um mistério. Era um daqueles clássicos da literatura infantil que eu conhecia muito, muito por cima – ainda mais superficialmente que Peter Pan porque, se eu cheguei a assistir a alguma adaptação, foi há tanto tempo que mal me lembro. Sabia dos personagens, de Dorothy e seu cão, dos seus amigos e da antagonista, e também da grande revelação (graças à Torre Negra. Muito obrigado, Stephen King), mas meu conhecimento sobre ordem de acontecimentos, tom da história e algumas partes finais era essencialmente nulo. Então, quando este livro chegou às minhas mãos, eu não tinha muito o que esperar.

Às vezes, até prefiro assim. Ao contrário de Peter Pan, fui poupado de ficar comparando o original às adaptações, e achei isso bem positivo. Apesar do comparar do outro livro ter me atentado a alguns elementos sobre adaptação e cultura, este aqui me foi mais “fresco” justamente por eu não criar expectativa alguma. E acabei gostando mais do que o outro livro, mesmo sendo este com um tom mais leve e, digamos, “normal”. (mais…)

O estrangeiro

estr_CAPA_DURA_SAIDA_3Um causo engraçado como introdução: havia adquirido o livro há um curto tempo, e resolvi começar a lê-lo ontem. Um livro curto, de aproximadamente cem páginas, bonito e pequeno o bastante para ler no caminho para a aula. Fui de metrô, o que geralmente dispensa as leituras mais volumosas, e um livro grande não me permitira ler durante a viagem. Peguei então O estrangeiro, e comecei a ler durante o caminho. Li aproximadamente cinquenta páginas durante a ida (é uma viagem longuinha), e, em minha primeira aula em uma das eletivas da faculdade que puxei este semestre, descobri, para meu grande prazer e senso de conveniência, que O estrangeiro faz parte da lista de leituras obrigatórias.

Obrigado, deuses da conveniência. E coincidência.

Aliás, coincidência é ponto interessante em quando estamos falando neste livro, já que o absurdo e o não-correlato tem grande papel nessa obra de Camus. Um prefácio bem escrito e rápidas pesquisas pré e pós leitura na internet me revela um pouco sobre análises e objetivos de Albert Camus com este livro.  (mais…)