espionagem

Uma verdade delicada

Uma verdade delicadaOs primeiros livros que eu li por vontade própria quando criança foram thrillers, talvez antes mesmo do termo ser cunhado como gênero de romance: a saudosa Coleção Vaga-Lume com suas dezenas de mistérios juvenis e assassinatos, escritos por autores nacionais e publicados em série, que eu emprestava da biblioteca escolar. Assim, até me estranho que depois disso eu nunca mais tive muito interesse por narrativas do tipo; seja o thriller, ou o clássico policial, até mistérios e suspenses. Tentando remediar essa deficiência, decidi dar um certo deslocamento e pegar um romance de espionagem, começando pelo ilustre autor de O espião que saiu do frio: John le Carré.

Para esta “reintrodução”, escolhi seu último livro, Uma verdade delicada, por alguns motivos: relativamente curto, capa bonita, e uma proposta que me interessou. Aborda alguns temas legais, como a moralidade ambígua da espionagem e da guerra, a corrupção dos programas de inteligência, e as questões do que é melhor para a nação ou moral individual. Entretanto, seu romance falhou em me prender, em me fazer com que me importasse com os personagens e com os acontecimentos da história, fazendo com que a experiência de leitura me deixasse decepcionado. (mais…)

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