japão

Battle Royale

Battle RoyaleAlguns livros passam rápido. Fazendo um contraste, apesar de ter demorado quase a mesma coisa para ler Battle Royale No zênite, com o primeiro tendo mais de cem páginas que o segundo, o tempo gasto na leitura foi consideravelmente menor. Enquanto a leitura do romance vietnamita era para ser feita de um jeito calmo, contemplativo e mais espaçado, a ação marcante e presente a todos os momentos no livro japonês fazem com que seja uma leitura leve, a despeito de seu tamanho. “Leve” figuradamente falando — a edição da Globo Livros é, digamos, bem pesadinha. Recomendo ler sentado.

Quê? Battle Royale? Você está me perguntando o que é Battle Royale? Mas nem isso você sabe? Como pode vir assistir a jogos de luta livre profissional sem noção de nada?! […] No Battle Royale, uns dez, vinte, enfim, uma porrada de lutadores sobe ao ringue, todos juntos. E qualquer um pode atacar o outro: um contra um, um contra dez, tanto faz. (p. 15) (mais…)

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Caçando carneiros

Caçando carneirosÉ complicado imaginar um mundo no qual tivéssemos que aprender todos os idiomas para que pudéssemos ter acesso aos tipos mais diversos de literatura. Apesar de ser isso o mais recomendado — afinal, a tradução nunca é o equivalente perfeito, no idioma vertido, da obra original — a aproximação / adaptação que conseguimos com uma tradução bem feita e editada já nos auxilia no contato com o produto de culturas diversas. Assim possibilita que nós, brasileiros, tenhamos acesso à literatura árabe, francesa, russa, nigeriana ou, enfim, japonesa. Portanto, não é segredo o papel fundamental da tradução literária na acessibilidade do leitor para com a literatura mundial.

E é graças a este excelente ofício pude ter acesso às obras do Haruki Murakami, influente escritor japonês que ganha uma reedição do previamente esgotado Caçando carneiros, relançado agora no começo de julho pela Alfaguara. A editora, responsável pelo lançamento dos demais livros do autor, parece ter adquirido os direitos dos que foram editados previamente pela Estação Liberdade, este e sua continuação, Dance, dance, dance. Após encerrar a leitura de todas as obras de Murakami editadas pela Alfaguara, em meados do ano passado, fiz uma tentativa de ler uma de suas obras com tradução para o inglês, e que ainda não estava para sair aqui no Brasil: South of the Border, West of the Sun. Entretanto, acabei não gostando muito da experiência. Não sei afirmar se é realmente o romance que falhou em me agradar ou se foi a tradução que, tão diferente, falhou em me capturar como o faz as versões de língua portuguesa. (mais…)