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Shadow of the Giant

shadow-of-the-giantFiquei temeroso após a leitura de Shadow Puppets. Temia que o final da série fosse incrivelmente insatisfatório. Enquanto adorei o primeiro livro e gostei do segundo, o terceiro me deixou um bocado reticente quanto à conclusão do arco Shadow do “Enderverse” de Orson Scott Card. Os motivos estavam todos lá (e todos na resenha, também): uma espécie de doutrinação ideológica, uma mudança de foco em relação aos acontecimentos principais e “grandiosos” do enredo, uma mudança de personalidade de certas figuras-chave do mundo que me deixaram um tanto desgostoso com o terceiro volume.

O encerramento (a princípio) do arco Shadow em Shadow of the Giant era um que eu não sabia muito como deveria se desenrolar.  Logicamente, aqui começam os spoilers já que se trata do quarto livro de uma série e necessariamente pressupõe alguns acontecimentos dos volumes anteriores.  (mais…)

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Shadow Puppets

234724A terceira entrada na Shadow Series de Orson Scott Card demora mais que seus dois antecessores para engatar. Uma continuação bem direta de Shadow of the Hegemon, este livro se passa alguns anos após os acontecimentos do anterior. Não fica claro quantos anos, se dois, três, ou um pouco mais, mas diria que está mais ou menos nesta faixa. E é um pouco decepcionante.

Em primeiro lugar, já não há mais um grande mistério que impulsione a narrativa – os planos dos personagens parecem mais previsíveis, o que faz perder um pouco do suspense do thriller político futurista que era Shadow of the Hegemon. Temo dizer que, em Shadow Puppets, Orson Scott Card perdeu um pouco a mão em prender o leitor como nos outros livros da saga, e talvez isso se dê principalmente devido a lições de moral, aqui mais explícitas. Na resenha de Shadow of the Hegemon, esclareci no final que, ao contrário de Ender’s Game Ender’s Shadow, o livro já começava a apontar um pouco dos valores que formam as opiniões tão polêmicas de Card. E aqui eu me senti particularmente incomodado com a falta de sutileza das ideias que ele inseriu em seu livro. (mais…)

Shadow of the Hegemon

9534Faz pouquíssimo tempo que li e resenhei aqui Ender’s Shadowa “sidequel” para Ender’s Game, narrado pelo ponto de vista de seu “primeiro imediato”, Bean.  Como dito, a experiência de leitura fora diferente em vários aspectos – apesar da história se passar praticamente no mesmo período de tempo, a diferença entre ambos os protagonista deu aos livros uma cara bem distinta, com temas bem específicos, apesar da interpolação entre as jornadas pessoais de ambos Ender e Bean.

A série Shadow continua agora em Shadow of the Hegemon, uma história diferente de ambas as duas e com temas e ambientações completamente novas. Como continuação, a própria sinopse e resenha pode conter spoilers de tanto Ender’s Game quanto Ender’s Shadow. Se ambas as duas outras tiveram a maior parte de seus enredos ambientadas na Escola de Combate, finalmente temos um panorama político-geográfico de como está o planeta Terra. Todo o livro é ambientado de volta em nosso planeta natal, e a história segue com seu enredo variante. Antes, tínhamos os humanos contra os fórmicos e a constante ameaça da invasão alienígena. Agora, com a guerra ganha, temos uma espécie de thriller político. (mais…)

Ender’s Shadow

502601Quando terminei Ender’s Game no segundo semestre do ano passado, uma rápida pesquisa (que eu sempre faço depois de terminar minhas leituras) me contou que eu tinha dois caminhos possíveis a seguir: eu poderia ler na ordem de lançamento e provavelmente a ordem preferida pelo autor, continuando minha leitura com Speaker for the Dead, Xenocide e Children of the Mind; ou eu poderia seguir uma espécie de “ordem cronológica” do universo e continuar com a série Shadow.

O primeiro volume seria Ender’s Shadow. Não li nenhum dos dois até que um dia apareceu em uma promoção do Submarino e o box dos quatro volumes da série Shadow estava substancialmente mais barato que o box do quarteto principal da série de Ender. Então, mais do que uma sequência decidida pelas minhas próprias ideias, fui compelido por uma questão material.

Antes que possíveis puristas me agridam: eu não me arrependo. (mais…)