século XIX

Flatland

433567Flatland, de Edwin A. Abbott,  é um livro esquisito. Quando eu li a sua sinopse pela primeira vez, já imaginava algo que parecia criativo, simplesmente pela sua proposta pouco ortodoxa. O seu protagonista vive em uma terra plana, de duas dimensões, com todas as consequências que isso acarreta. Ele é um quadrado, e na primeira parte do livro nos explica as dinâmicas físicas e sociais de sua terra.

Como, por exemplo, há um sistema quase estamental onde polígonos com mais lados são considerados mais inteligentes e, portanto, mais importantes; como sobre os triângulos isósceles são usados como operários e soldados, pelo seu ângulo pequeno que permite uma ponta mais, bem, pontiaguda. Quanto maior o seu ângulo, maior o seu cérebro. E, como você não pode ver nada além de uma linha a sua frente (afinal, eles não se podem ver como polígonos em suas áreas pois isso implicaria a existência de uma terceira dimensão), eles só podem supor através de algumas artes como cálculo, ou o vulgar “toque”, para sentir as arestas e vértices de outro polígono e, através do cálculo do ângulo, presumir o seu número de lados e portanto a sua posição na escala social. (mais…)

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